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Câmara Federal: A oitava cadeira de Rondônia tem novo dono, mas seu cenário ainda é incerto
PORTO VELHO (RO) – A oitava cadeira da bancada de Rondônia na Câmara dos Deputados, que ficará vaga após a decisão do STF que cassou o mandato do deputado José Lebrão, pode acabar sendo ocupada por um político da capital. No entanto, esse desfecho depende de uma série de fatores e incertezas, tornando o cenário indefinido até 2026.
Atualmente, a vereadora Elis Regina (PODEMOS), que obteve 12.906 votos nas eleições de 2022, é a segunda suplente do partido para a Câmara Federal. À sua frente estão Rafael Fera, com 24.286 votos, e Delegado Flori, que recebeu 15.343 votos.
Apesar de ser um dos nomes na linha de sucessão, Rafael Fera enfrenta obstáculos jurídicos significativos. Ele foi enquadrado como Ficha Suja, o que pode impedir sua permanência no cargo caso venha a assumir. Ainda que consiga tomar posse, existe a possibilidade de seu mandato ser questionado e cassado na Justiça, abrindo caminho para uma nova substituição.
Já Delegado Flori, que atualmente ocupa o cargo de prefeito de Vilhena, um dos maiores municípios de Rondônia, pode optar por não assumir a vaga na Câmara caso a cadeira fique disponível. Sua possível renúncia à vaga parlamentar abriria espaço para que Elis Regina, segunda suplente, assumisse o posto.
No entanto, essa é apenas uma hipótese, e para que ela se concretize, uma série de acontecimentos precisaria ocorrer dentro de um prazo viável. A questão judicial de Rafael Fera teria que ser resolvida a tempo e a decisão de Delegado Flori sobre sua permanência na prefeitura também pesaria nesse cenário. Dado o tempo até 2026, ainda não há garantias de que esses eventos se desenrolem de forma a permitir que Elis Regina assuma a vaga. O cenário segue incerto e depende de fatores que ainda estão em aberto.
Informativo RO · Publicado em 18/03/2025 18:09
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