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Educadores transformam brincadeiras antigas em ferramentas pedagógicas
Em cada atividade, as crianças aprendem a compartilhar, respeitar as diferenças, lidar com desafios e compreender que ganhar ou perder faz parte da convivência.
Dois professores da rede municipal resgatam brincadeiras antigas e incentivam a interação entre crianças nas escolas
Unidos pela profissão e pelo compromisso com a educação, Marcos Rodrigues, conhecido como Inter, e sua esposa, Adriana Marques, desenvolvem um projeto que valoriza a cultura popular, estimula a convivência e aponta que a aprendizagem ainda acontece por meio do movimento, da criatividade e da interação entre os alunos.
Com 36 anos de atuação na rede municipal, Marcos Rodrigues carrega uma trajetória marcada pela dedicação à educação. Ao seu lado, Adriana Marques, professora há aproximadamente 20 anos na rede, compartilha o mesmo propósito: contribuir para a formação das crianças, dentro e fora da sala de aula.

O casal resgata brincadeiras tradicionais, preservando a cultura e incentivando a interação entre os estudantes
Para o casal, recuperar brincadeiras que fizeram parte da infância de tantas gerações é ainda uma maneira de preservar a memória cultural e oferecer aos estudantes novas possibilidades de interação, em um cenário cada vez mais influenciado pelas tecnologias digitais.
Amarelinha, pular corda, cabo de guerra, corrida do saco, elástico, peteca confeccionada artesanalmente e curriboque estão entre as atividades que ganham espaço nas ações desenvolvidas pelos educadores. Mais do que diversão, essas práticas estimulam a coordenação motora, o equilíbrio, a criatividade, o respeito às regras, a cooperação e a socialização.
Ao longo de 36 anos de trabalho na rede municipal, Marcos Rodrigues acompanhou mudanças na escola, nas famílias e na maneira como as crianças se relacionam com o mundo. Para ele, manter vivas as brincadeiras tradicionais é uma forma de aproximar gerações e mostrar aos estudantes que a infância pode ser vivida de diferentes maneiras. “São 36 anos dedicados à educação, acompanhando gerações de alunos e vendo como a escola se transforma ao longo do tempo.
Resgatar essas brincadeiras é uma maneira de mostrar às crianças que elas podem aprender, se divertir e conviver umas com as outras sem depender apenas das telas. É gratificante ver a alegria dos alunos, a participação de cada um e perceber que uma brincadeira simples pode ensinar valores que eles vão levar para a vida” , ressalta Marcos Rodrigues.

brincadeiras tradicionais promovem a integração entre gerações e desenvolvem habilidades motoras, cooperação e equilíbrio nas crianças
Para Adriana Marques, a importância do projeto está na oportunidade de proporcionar experiências que vão além do conteúdo pedagógico. Em cada atividade, as crianças aprendem a compartilhar, respeitar as diferenças, lidar com desafios e compreender que ganhar ou perder faz parte da convivência. “Ser professora é participar da construção de histórias e acompanhar o desenvolvimento de cada criança. Quando resgatamos essas brincadeiras, estamos oferecendo momentos de alegria, porém ainda de aprendizagem, convivência e descoberta.
É muito bonito perceber que atividades tão simples conseguem despertar o interesse dos alunos, aproximá-los dos colegas e mostrar que brincar ainda é uma maneira de aprender”, afirma Adriana.
A proposta valoriza atividades que fizeram parte da infância de pais, mães, avós e outros familiares, criando uma ponte entre as experiências de diferentes gerações. Na amarelinha e no elástico, as crianças trabalham equilíbrio e coordenação. Ao pular corda ou participar da corrida do saco, desenvolvem habilidades motoras e aprendem a lidar com desafios. No cabo de guerra, a cooperação se torna essencial para alcançar um objetivo coletivo.
A confecção artesanal de petecas ainda abre espaço para a criatividade e para o contato com práticas tradicionais. Já o corrimboque, assim como as demais brincadeiras populares, contribui para preservar referências culturais que podem se perder quando deixam de fazer parte da rotina infantil.

Iniciativa equilibra o uso das tecnologias digitais com brincadeiras que estimulam o movimento, a imaginação e a convivência
Em um ambiente escolar que reconhece a importância das tecnologias, a iniciativa não significa rejeitar os recursos digitais, porém ampliar as oportunidades de aprendizagem. A proposta é mostrar que a tecnologia pode conviver com experiências presenciais que estimulam o movimento, a imaginação, o diálogo e o contato humano.
O secretário municipal de Educação, Giordani Lima, ressalta que a trajetória de Marcos Rodrigues e Adriana Marques representa o compromisso de profissionais que fazem da educação uma missão diária e contribuem para tornar a escola um espaço de desenvolvimento integral “Celebrar o Dia dos Professores é reconhecer o trabalho de profissionais que fazem a diferença na vida dos nossos alunos todos os dias. A dedicação de Marcos Rodrigues, com 36 anos de atuação, e de Adriana Marques, demonstra o quanto a experiência, a criatividade e o compromisso dos nossos educadores são relevantes para a formação das crianças.
Iniciativas como essa apontam que ensinar vai além da sala de aula e que a escola ainda é um lugar de cultura, convivência, inclusão e construção de valores” , ressalta o secretário.
“Valorizar nossos professores é reconhecer quem transforma a educação todos os dias. Iniciativas como essa resgatam nossa cultura, estimulam a convivência e apontam que brincar ainda é aprender” , ressalta o prefeito Léo Moraes.
Texto: Meiry Santos
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
Informativo RO · Publicado em 15/10/2026 15:15
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