Polícia agora Publicado em 15/10/2026 às 10:36 Redação

Execução de casal teria sido motivada por ciúmes

O duplo homicídio que vitimou o casal Alan Tons.

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Execução de casal teria sido motivada por ciúmes
Imagem: Noticias Urgentes

A principal linha de investigação da 15ª Delegacia de Polícia (DP) é que os suspeitos do crime acreditavam que Alan estaria interessado nas esposas dos deles.

Durante a investigação, os dois principais suspeitos do crime foram presos: João Victor Rodrigues e Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos.

Segundo o delegado Ataliba Neto, João Victor e Tancredo suspeitavam que Alan estivesse interessado nas respectivas companheiras. A mulher de Tancredo foi ouvida pela polícia e negou que Alan tivesse dado em cima dela, porém relatou que o companheiro costumava desconfiar de que Alan a observava quando bebia.

O crime

  1. Uma câmera de segurança registrou o som dos disparos que levaram a morte de Larissa Rodrigues de Paula, de 24 anos, e Arlandson de Sousa Alves, de 34, conhecido artisticamente como Alan Tons, na madrugada de domingo (11/10), em Ceilândia (DF).
  2. O casal foi executado próximo de 2h50 da manhã. Em um primeiro momento, é possível escutar ao menos 10 tiros sendo realizados.
  3. Cerca de 25 segundos depois, outros 15 disparos são efetuados.
  4. O primeiro suspeito do crime preso é João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, vizinho do casal. Ele morava com a mulher no mesmo lote que o casal e foi repreendido por Larissa e Alan depois de agressões contra a companheira. João Victor já teria sido preso duas vezes por conta das agressões contra a mulher, porém foi solto. Na última vez que foi detido, jurou vingança a Larissa e Alan. O suspeito se entregou na 15ª DP e negou ter cometido o crime.
  5. O segundo suspeito do crime foi preso nesta quarta-feira (14/10). Trata-se de Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos.
  6. A polícia apura a participação do suspeito no crime. Ele teria ido até a casa de Alan e Larissa em um carro de aplicativo e questionou o motorista sobre o que ele faria se fosse traído. “Ele perguntou para o motorista do Uber o que ele faria se soubesse que tinha um cara dando em cima da mulher. […] Falou que tinha descoberto que o amigo dele estava dando em cima da mulher e que estava levando um presente para esse amigo”, relatou o delegado.

Queima de arquivo

Larissa ainda é apontada pela Polícia Civil como possível vítima de queima de arquivo. Ela jantava com Alan quando a casa foi invadida por um homem armado. Como estava ao lado do marido no momento do ataque, a principal linha de investigação é que ela ainda tenha sido morta para evitar que testemunhasse contra os envolvidos no homicídio do cantor.

Outro ponto investigado é a possível participação de João Victor Rodrigues na entrada de Tancredo na residência das vítimas. Os dois já haviam morado no mesmo conjunto de kitnets que Alan e Larissa, em Ceilândia, e deixaram o local pouco antes do duplo homicídio.

A suspeita de envolvimento de João Victor no duplo homicídio ainda é reforçada pelas contradições identificadas pela Polícia Civil no depoimento dele. Segundo o delegado Ataliba Neto, João Victor afirmou que estava em uma distribuidora de bebidas na noite do crime, porém informações colhidas na região apontam que ele não esteve no local.

“A gente quer apurar de fato o que aconteceu. Se ele realmente estava lá dentro, se ele só instigou, induziu, auxiliou no planejamento, entregou a chave do imóvel para facilitar a entrada do executor do crime”, afirmou o delegado João Ataliba.

Além disso, imagens apontam o suspeito com um celular, embora ele tenha afirmado que não possuía aparelho. A polícia ainda identificou contradições no depoimento da esposa dele. Para o delegado, os elementos reunidos no decorrer de a investigação reforçam a suspeita de envolvimento de João Victor nos assassinatos.

Fonte: Metrópoles


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