O homem suspeito de matar brutalmente o garoto Victor Davy da Silva Pedrosa, de apenas 12 anos, já havia sido preso três dias antes do crime, após assaltar e agredir adolescentes com a mesma arma usada no homicídio. Mesmo com as evidências e a violência registrada em vídeo, ele foi liberado pela Justiça no dia seguinte, segundo a Polícia Militar de Rondônia (PM-RO).
O primeiro ataque aconteceu no dia 23 de março. Câmeras de segurança flagraram o momento em que dois criminosos abordam adolescentes sentados na calçada de uma lanchonete. Um deles, armado, agride as vítimas com coronhadas e chega a disparar contra a parede, a centímetros da cabeça de um dos meninos. As imagens são chocantes.
Apesar da violência explícita, o comandante geral da PM, Coronel Braguin, afirmou que a prisão em flagrante não foi possível devido à legislação atual. O suspeito foi solto no dia seguinte, e a tragédia veio logo depois.
Três dias mais tarde, com a mesma arma em mãos, o criminoso voltou às ruas e encontrou Victor brincando com um amigo. Sem qualquer piedade, atirou contra os dois meninos. Victor morreu nos braços da própria mãe. O outro garoto foi atingido de raspão e sobreviveu.
O horror foi registrado por moradores da região, que filmaram a mãe em desespero, abraçada ao corpo ensanguentado do filho.
No dia seguinte ao assassinato, uma operação conjunta entre a Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Vida de Vilhena (DRCCVV) e a PM conseguiu localizar e prender o suspeito. A prisão foi convertida em preventiva, e ele segue detido à espera dos desdobramentos do caso.
As investigações continuam, e a polícia trabalha para esclarecer todos os detalhes. A população, revoltada, exige justiça e cobra respostas: como um criminoso perigoso foi liberado para matar?


