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    O QUE MUDA APÓS A MORTE DE Juliana Mattos de Lima Santiago? PROJETO CRIA BLINDAGEM MUNICIPAL PARA MULHERES

    Protocolo “Juliana Mattos” integra saúde, educação, assistência social e segurança para agir antes que a violência vire feminicídio em Porto Velho
    A morte brutal da professora Juliana Mattos, assassinada dentro de uma sala de aula, expôs uma falha grave do poder público: a desarticulação entre os serviços responsáveis por proteger mulheres em situação de risco.
    Agora, a reação pode virar política permanente.
    Foi protocolado na Câmara Municipal o Protocolo Municipal de Prevenção ao Feminicídio “Juliana Mattos”, projeto que cria uma rede integrada de prevenção com resposta rápida, procedimentos padronizados e atuação conjunta entre assistência social, saúde, educação e segurança.
    A proposta deixa de lado ações simbólicas e estabelece mecanismos operacionais para impedir que ameaças evoluam para feminicídio.
    O texto prevê:
    •triagem e classificação de risco
    •plano individual de segurança para vítimas
    •encaminhamento imediato aos órgãos competentes
    •protocolos obrigatórios em escolas e universidades
    •canais de denúncia e acolhimento
    •capacitação de servidores
    •Comitê Intersetorial permanente
    •Selo “Instituição Parceira Contra o Feminicídio”
    •e o Dia Municipal de Combate ao Feminicídio em 6 de fevereiro
    As medidas constam expressamente no projeto apresentado ao Legislativo
    Segundo o autor da proposta, o foco é resolver a raiz do problema: a falta de coordenação entre os órgãos.
    “Não adianta lamentar depois. Se o poder público não agir antes, a violência escala e termina em morte. O Protocolo Juliana Mattos organiza a rede, cria responsabilidade clara e obriga o município a responder rápido. É prevenção real, não discurso.”, afirmou o vereador Dr. Breno Mendes, Fiscal do Povo.
    Especialistas apontam que a maioria dos feminicídios ocorre após sinais prévios ignorados ou falhas de comunicação entre serviços. O protocolo busca corrigir justamente esse ponto crítico, criando uma espécie de blindagem institucional preventiva.
    Se aprovado, Porto Velho poderá se tornar um dos primeiros municípios do país a adotar uma política municipal integrada específica de prevenção ao feminicídio — saindo da comoção para a execução prática.
    O projeto agora segue para análise nas comissões e votação em plenário.
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