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    CHOCANTE: Rio de Janeiro amanhece em guerra — sobe para 120 o número de mortos após megaoperação na Penha

    Rio de Janeiro (RJ) – O estado do Rio vive um dos episódios mais sangrentos de sua história recente. Já chega a 120 o número de mortos confirmados após uma operação policial de grande escala contra o Comando Vermelho, na favela da Penha, na Zona Norte da capital fluminense.

    De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública e fontes hospitalares, os confrontos começaram ainda na noite de segunda-feira (27) e se estenderam pela madrugada desta quarta (29). O clima de guerra tomou conta da região, com intensos tiroteios, explosões e barricadas de fogo.

    Cenário de horror

    Moradores relataram cenas de desespero e pânico. Segundo testemunhas, mais de 50 corpos foram retirados por populares das vielas e levados até a base do Complexo, em meio ao som constante de tiros. “Foi uma noite de terror. Ninguém dormiu. A gente só via os corpos sendo trazidos”, contou uma moradora que preferiu não se identificar, temendo represálias.

    Imagens que circulam nas redes sociais mostram ruas cobertas de sangue, veículos incendiados e casas perfuradas por balas. Diversas escolas e unidades de saúde suspenderam o funcionamento.

    A operação

    A ação foi deflagrada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, com apoio de unidades especiais e da Polícia Civil, e tinha como objetivo prender líderes do tráfico que controlam a região, ligados ao Comando Vermelho. Segundo a corporação, os criminosos reagiram com armamento pesado, inclusive fuzis de calibre restrito.

    Durante a operação, foram apreendidos armas de grosso calibre, granadas, coletes balísticos e drogas. Entre os mortos, há suspeitos de tráfico, policiais e moradores atingidos por balas perdidas.

    Repercussão nacional

    A escalada da violência gerou grande repercussão e críticas de entidades de direitos humanos, que pedem investigação sobre o uso desproporcional da força. A OAB-RJ e a Defensoria Pública solicitaram informações oficiais sobre as circunstâncias das mortes.

    O governo estadual afirma que a ação “foi necessária para conter o avanço de facções e garantir a segurança da população”. No entanto, a ONU e organizações civis manifestaram preocupação com o alto número de vítimas civis e pediram que o caso seja acompanhado por órgãos independentes.

    População amedrontada

    Com o rastro de destruição deixado pelos confrontos, o clima é de medo e incerteza na Penha. Famílias inteiras deixaram suas casas. Postos de saúde estão sobrecarregados, e o Instituto Médico Legal (IML) opera no limite.

    Enquanto o número de mortos segue crescendo, o Rio de Janeiro vive mais um capítulo trágico de uma guerra que parece não ter fim — entre o poder do tráfico e o braço armado do Estado.

    Fonte: Rayane Trajano DRT — 002255/RO

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