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    Deputadas Cristiane Lopes e Rosangela Moro se unem para garantir atendimento psicológico e exames para mães atípicas no SUS

    O projeto das deputadas foi apensado ao PL 3124/2023 do deputado federal Pompeo de
    Mattos (PDT-RS) que foi aprovado na Câmara segue para análise no Senado

    A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira, 11 de março, o Projeto
    de Lei 4942/2023, de autoria das deputadas federais Cristiane Lopes (União
    Brasil – RO) e Rosangela Moro (União Brasil – SP) apensado ao PL principal
    que assegura às mães atípicas — mulheres que cuidam sozinhas de filhos com
    deficiência ou doenças raras — o direito a atendimento psicológico, consultas
    médicas e exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Ser mãe atípica é um ato de amor, mas também um grande desafio. Muitas
    dessas mulheres enfrentam uma rotina exaustiva de cuidados com seus filhos
    sem qualquer suporte adequado. Com essa proposta, garantimos não apenas
    um direito essencial, mas também o reconhecimento da sobrecarga que essas
    mães carregam diariamente. Nenhuma sociedade pode se considerar
    desenvolvida se não valorizar a maternidade e o bem-estar dessas mulheres”,
    destacou Cristiane Lopes.

    A realidade das mães atípicas no Brasil é marcada pelo abandono e pela falta
    de apoio. Dados do Instituto Baresi indicam que 78% dos pais deixam suas
    companheiras antes de os filhos com deficiência completarem cinco anos,
    tornando essas mães às únicas responsáveis pelo cuidado. Além disso, 81%
    das cuidadoras de pacientes com doenças raras são mulheres, sendo que 46%
    precisaram abandonar seus empregos para se dedicar integralmente aos filhos.
    A deputada Rosangela Moro, enfatizou a importância da proposta para aliviar
    essa sobrecarga.

    Essas mães são verdadeiras heroínas, mas não devem
    carregar esse peso sozinhas. Precisamos garantir que elas tenham
    atendimento psicológico e acesso a exames médicos para que possam cuidar
    de si mesmas também. Uma mãe saudável e acolhida tem mais condições de
    oferecer um cuidado de qualidade aos seus filhos, afirmou.

    A proposta altera a Lei nº 8.080/1990, que regula o SUS, para assegurar que
    essas mães tenham prioridade no acesso a consultas, exames e
    medicamentos, além de atendimento psicológico gratuito. O objetivo é oferecer
    suporte emocional e estrutural para que elas possam enfrentar os desafios
    diários sem comprometer sua própria saúde física e mental.
    Agora, com a aprovação na Câmara, o PL 4942/2023 segue para o Senado,
    onde será analisado antes de se tornar lei. Caso aprovado, o projeto

    representará um avanço significativo na criação de uma rede de apoio efetiva
    para mães atípicas, garantindo mais dignidade e qualidade de vida para elas e
    seus filhos.

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